quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Da velha diáspora


antónio cabrita não estica o pescoço para que o vejam e reclama. reclamar não chega nem nunca chegará. muito menos a um escritor português emigrado em moçambique. porque, na história literária, ouve-se o grande silêncio da diáspora a que os portugueses foram e continuam a ser condenados. dos maiores em literatura, estou a lembrar-me de camões e de sena. ambos se queixavam de que a sua obra não tinha a atenção que era justa. ontem, como hoje, a visibilidade era, largamente, uma prerrogativa de gente menor.

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(1) - editores dos grupos leya e porto editora.

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